a - Acompanhamos e entendemos o trabalho que é desenvolvido na propriedade.
b - Nossos funcionários vivem com dignidade.
c - Temos registro das ocorrências (animais) e das atividades de nosso pessoal
d - Temos sistema de processamento dos registros de ocorrências e atividades.
e - Estamos bem estruturados em termos de ferramentas de trabalho:
- treinamento e acompanhamento
- boa tropa (em quantidade e qualidade)
- boas cercas e corredores por toda a propriedade
- bons currais (balanças, banheiros, iluminação)
- cabine de pulverização
- equipamentos para manutenção das pastagens (tratores e implementos)
f - Tratamos os animais com dignidade:
- com calma, sem maus tratos, sem gritarias, sem choques
- não deixamos os animais sem suplemento mineral
- não permitimos que os animais fiquem parasitados (interna e externamente)
- rodeios diários (paridas e maternidade), a cada 2 dias (todo o resto)
g - Nas Inseminações:
- em todos animais comprados foram feitos exames de brucelose
- sabemos que é a melhor forma de melhorar geneticamente o rebanho
- não utilizamos Rufiões (campeiros se acomodam na observação do cio)
- observamos por 30 dias, e inseminamos em dose única (sucesso de 70 a 80%)
- se não há pasto suficiente, optamos pela Monta Natural.
h - Na Monta Natural:
- em todos animais comprados foram feitos exames de brucelose
- sabemos que a vaca apresenta cio (mesmo magra) e que o touro o reconhece
-sabemos que o cio se repete a cada intervalo de 18 a 24 dias (o ano todo)
-se vacada F1 ou F2 (não adaptada), usamos Nelore ou Raça Adaptada.
-se vacada Nelore, usamos Taurinos ou Adaptados
i - Aprendemos que: Taurinos (touros) comprados necessitam de pelo menos 1 ano para se adaptarem às condições do cerrado
j - Aprendemos que é viável produzir touros para uso no próprio rebanho
k- Sabemos que é melhor 1 bezerro normal por ano do que 1 bom bezerro a cada ano e meio.
l - Nossos clientes estão exigindo animais cruzados, alguns têm rejeitado qualquer Nelore no lote.
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ou seja 12@ adicionais no mesmo período de tempo.
ser abatido com 18 a 20@, com o Cruzamento Industrial poderemos abater no mesmo período 2 animais de 16@ , total 32@,
de baixo consumo). Se analisarmos que: um animal 100% Zebuíno criado a pasto necessita de 40 a 48 meses para
meses, sendo alimentados exclusivamente a pasto e suplemento mineral (eventualmente algum proteinado
O cruzamento é a ferramenta para produzir animais que podem ser abatidos com 16@ até os 24
Cruzamentos
Pontos importantes:
Temos aproveitado machos ¾ Taurinos (alguns sem sangue Senepol), produzidos na fazenda (animais que se destacaram até a desmama, e seguiram ganhando bom peso até os 20meses), para cobrir lotes fêmeas que pariram na entrada da seca, e na estação seca propriamente dita; os bezerros estão nascendo, com bom peso, boa conformação física e seu desenvolvimento está sendo superior aos dos bezerros 100% Nelores.
normal de manejo. O resultado tem sido excelente.
para que o testássemos a campo em nossa condição
Passamos a inseminar nossas fêmeas (vacas ou novilhas) agora somente com Senepol, quando começaram a nascer, nos surpreendemos com o que vimos, pois o problema “pêlo” desapareceu, e diminuiu em muito a quantidade de bezerros que nasciam com chifres. Ao iniciar a desmama dos bezerros filhos de Senepol (75% Taurino, 25% Zebu) nos surpreendemos com o peso a desmama, que não era inferior a média dos animais ½ sangue que historicamente desmamávamos. Seguramos todos os animais ¾ taurinos Senepol nascidos (machos e fêmeas), para verificar seu desempenho, e novamente nos surpreendemos, pois as fêmeas atingiam o peso de inseminação no mesmo tempo que as F1 (taurinas), e os machos apresentavam uma conformação de carcaça muito musculosa. Dispúnhamos então de um pequeno grupo de fêmeas (50% Senepol, 25% Taurina, e25% Nelore), mas não tínhamos pasto para iniciar o manejo de inseminação, aguardamos então para aumentar o lote e por uma eventual melhoria nas pastagem para insemina-las. Neste momento (ago/2004) nos enviaram um touro senepol
Após pesquisa e muita leitura, nos resolvemos pelo Senepol, mas decidimos também testar o sêmen de um indivíduo Bonsmara. Continuamos a inseminar todas as novilhas e quando sobrava pasto inseminávamos um ou outro lote de vacas com bezerro ao pé. Nosso intervalo entre partos diminuía a cada ano, chegando a 12 - 13 meses (os touros europeus estavam dando conta do recado; sofriam muito no primeiro ano, fruto do calor do cerrado, dos parasitos e da qualidade da forrageira, que era muito diferente da alimentação (cocho) que estavam acostumados nas propriedades onde eram criados, apesar de seus criadores alardearem que eram animais rústicos criados e adaptados a pasto).
No nosso caso, iniciamos inseminando novilhas Nelore comerciais (1600 animais de 4 ou 5 fontes distintas - livres de brucelose). Iniciamos em fases, ou seja, a medida que conseguíamos comprar já preparávamos o lote que em seguida iríamos inseminar. Durante algum tempo aguardávamos as fêmeas paridas desmamarem para inseminá-las novamente (perdíamos 4 ou 5 meses). Inseminar vacada parida com bezerro ao pé não é difícil, mas requer um manejo bem planejado, com abundância de pasto (era o que nos faltava, após secas consecutivas). Com a limitação de pastagem, tivemos que nos adaptar e seguir a regra: é melhor um bezerro normal todos os anos do que um bezerro bom a cada 17 ou 18 meses... Pressionados pela seca e pela queda constante no preço dos bezerros, tivemos que nos preparar e selecionar o que tínhamos de melhor nos machos (Nelores) produzidos na propriedade e aproveitá-los agora não só para repasse de inseminação como também para cobrir lotes de vacas paridas com bezerro ao pé, após 40 a 60 dias do parto. Adquirimos inicialmente 6 touros Limousin (3/4), no ano seguinte 6 touros Blonde PO, e um ano depois 8 touros Piemontês PO, e no ano Passado 6 touros Pardo Suíço Corte, também PO. Durante todo esse tempo, não paramos a inseminação, só que passamos a inseminar somente as novilhas produzidas na propriedade. Gostamos tanto do desempenho das fêmeas F1 que passamos a inseminar parte delas com semem de animais Taurinos. Após os primeiros nascimentos, passamos a nos preocupar com o aumento de pêlos resultante deste cruzamento, e buscamos um animal que, fosse taurino, que tivesse boa musculatura e que tivesse pouco pêlo: encontramos o Senepol, o Caracu e o Bonsmara.

E é sempre melhor que seja iniciado com inseminação, pois o ganho genético inicial é imenso. Só que para isso é necessário, um mínimo de infra-estrutura física e investimentos em material e treinamento: curral adequado, não faltar pasto, não faltar mineral, treinamento de pessoal, paciência e perseverança. Com o preço de um bom Touro, qualquer propriedade pode implantar seu programa de inseminação. O mais caro é o botijão que eventualmente pode ser de 2ª mão (usado), o treinamento não sai por mais de R$ 200,00 (referência Lagoa da Serra), aplicador, pinça, termômetro, e luvas não devem custar mais que R$ 300,00 e o semem de taurinos (Red, Simental, Limousin, Aberdeen, Stabilizer, Bonsmara ou Senepol) não custam mais que R$ 20 a dose. Observar que um touro nos dará cerca de 50 a 60 filhos por ano e após 4 anos deverá ser trocado, caso contrário cobrirá suas filhas. Com inseminação a variedade genética é do tamanho que o criador desejar, pois com R$ 2.000 se pode comprar 10 doses de 10 touros com diferentes origens ou mesmo de raças distintas. Convém observar ainda que tais touros serão sempre animais geneticamente superiores.